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O pensar arquitetônico precisa vir acompanhado de uma compreensão maior de tudo o que nos cerca, de um pensar reflexivo da arquitetura até aqui realizada:
Será que ela está sendo feita para ser saudável ao homem?
Será que ela, a arquitetura, vem ao encontro de nossos desejos de beleza, proteção e durabilidade?
Por que ela precisa ser imponente?
Um lugar para se habitar; um lugar para aprender; um para fazer lazer; um para trabalhar; outro para contemplar, meditar, fazer arte.
Lugares diferentes e ao mesmo tempo para homens que anseiam a mesma coisa: a felicidade.
E agora,cabe aos futuros arquitetos menos ostentação e mais verdades, menos formalismos e mais harmonia. A cultura do local fala, a paisagem natural fala, o material que necessitamos normalmente está próximo, é só prestar atenção e deixar os cinco sentidos em alerta, para fazer uma arquitetura na medida certa para o homem.
Não sei se poderia chamar o que venho realizando de BIO-ARQUITETURA ou ARQUITETURA ANTROPOFÁSICA, como definiu certa vez um amigo.
É complicado colocar um rótulo no caminho. É todo um processo de maturação e experiências...
Sinto que soluções mais sustentáveis precisam com urgência estar presentes na atual maneira de se projetar, pois é questão de qualidade e sobrevivência.
Quando você é coerente e dá exemplos que funcionam fica fácil conscientizar que este é um caminho possível. Aí você tem colaboradores e dissiminadores desta arquitetura de menos impacto e mais humanizada.
Atualmente faço uma arquitetura contemporânea utilizando muitas vezes materiais reciclados mesclados aos novos, consciente por estar colaborando com a conservação do meio ambiente.

 Reutilização de material de casas demolidas
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